08 dezembro, 2006

Uma vida fútil, Um vazio nunca preenchido?

Estava a conversar com um amigo, e quando lhe perguntei como estava este responde-me:

“Na verdade sobrevivendo tendo em vista que o conceito de viver naum se adequa a minha atual situação.”

“Normauz pow eu cheguei ao ponto de me sentir uma alma morta em corpo vivente entende?”


Comecei a pensar nesse tipo de perspectiva de vida, que já cheguei a compartilhar algumas vezes, e não foi muito difícil compreender o porquê.

Pois simplesmente é quando você perde a perspectiva de viver. Perde aquele brilho que lhe acompanha, aquela chama de esperança de dias melhores, de que você pode mudar o que está a sua volta, ou simplesmente de alcançar seus sonhos. Então é quando você se torna realista (às vezes um pouco d+).
Ou quando se caiu d+, e levantar-se e recomeçar simplesmente tornou-se fatídico.

Porém com se algo dentro de mim se confrontasse com essa perspectiva, penso na felicidade. Não como solução única e remediável, porém sem dúvida de valor imensurável.
Felicidade é superação, é acordar num novo dia e dizer: Hoje vou vencer! E ao deitar dizer: Foi muito bom, mas amanhã vou aplicar o que aprendi hoje, e fazer um mundo melhor. É se sentir alegre consigo mesmo, é dar risadas até ficar com a barriga doendo, é deitar na grama e olhar para as nuvens no céu, é se sentir amado. Em fim, é viver intensamente.

09 novembro, 2006

Escuridão de Pedra

Pequenas luzes acessas nas minúsculas janelas, dentre tantas
Pequenos pontos luminosos a se perder nessa imensa escuridão de pedra

Silêncio, tensão, medo
Ruas vazias e sem vida

Calafrios do vento noturno
A sussurrar por entre becos escuros

Realidade nua e crua, jogada no asfalto fétido
Desta interminável noite sem estrelas


Um pequeno texto que fiz, para não ficar sem atualização, que apesar de simples, reflete alguns pensamentos meus.

19 agosto, 2006

Minha Ludibriez

As vezes quero ser alguém que não sou
Quero fazer algo que não posso
Ir para onde para algum lugar impossível de chegar..

Talvez esses desejos sejam frutos de minha decepção
Com o mundo, ou da minha incapacidade diante das coisas que me cercam
Ou sejam simplesmente desejos fúteis de coisas que sei que jamais poderei fazer

Mas sigo a buscar a compreensão do incompreendido
Sigo esta trilha tão sinuosa e incerta

Afinal, talvez tudo isso não passe apenas de devaneios e divagações
Que se confundem com minha ludibriez
Enquanto vejo as luzes dos carros que passam lá fora, a iluminar
O teto do meu quarto como faíscas reluzentes, que se vão pela noite escura.

Por Elfo_Negro, em um raro momento de inspiração.