
E volto, então, aos dias tranqüilos de outrora
Calmos e taciturnos a rever novamente o pôr-do-sol
Sumindo no horizonte, sem se preocupar
Com a alvorada vindoura de um novo dia
Velhos tempos, de dias que por muito me queixei
Agora, compreendo-os em essência
Torno-me a eles, como um pai que nunca deixa
De ser pai
O violão encostado a cama
O conhaque no guarda-roupa
E seu drinque sempre a posto, em madrugadas pensativas
Os livros de filosofia sobre a mesa
Perdidos entre anotações e desenhos
As árvores à janela, sempre a sacudir-se
Na brisa da tarde
O quarto bagunçado, cd’s, livros, roupas
O computador sempre ligado, fios por toda parte
Um aquário sem água
E os caminheiros na rua de areia
Onde o tempo parece ter esquecido
Tirado férias, e os dias simplesmente passam assim
Iguais, em paz, sem mais
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